Sociedade Civil e Poder Público debateram o Plano Municipal de Cultura em audiência pública

Por iniciativa da Comissão de Cultura, em parceria com a Fundação Gregório de Mattos (FGM), a Câmara Municipal promoveu audiência pública para debater a elaboração do Plano Municipal de Cultura (PMC). O evento, realizado no Centro de Cultura da Casa Legislativa, na quinta-feira (20), atraiu artistas e produtores.
O PMC é um instrumento de planejamento e execução de políticas públicas, onde estarão incluídas diretrizes, objetivos, metas, ações, prazos de execução e indicadores de resultados para o seu acompanhamento.

Para o vereador Sílvio Humberto (PSB), presidente da Comissão de Cultura, que dirigiu o debate, a audiência cumpriu o papel de escuta dos pleitos dos agentes culturais. “Foi um bom início, a partir das perguntas e dos questionamentos. Cumprimos bem o nosso papel enquanto Comissão de Cultura, em parceria com a Fundação Gregório de Mattos, de apresentar o diagnóstico da realidade cultural da cidade”, afirmou Sílvio.

Segundo Fernando Guerreiro, presidente da FGM, o principal objetivo do Plano é incentivar a movimentação econômica do setor. O cronograma conta com oficinas que serão iniciadas ainda este ano, em diferentes bairros da cidade. “Esses dez primeiros encontros serão importantes para podermos ouvir os vários territórios e saber, especificamente, os que estas comunidades artísticas têm a dizer”, declarou, destacando a importância no processo da política de editais.
Já o Presidente do Conselho Municipal de Política Cultural de Salvador (CMPC), Etenoel Santos da Cruz, afirmou que “este processo vai dar um outro rumo à cultura na cidade”.

A proposta do Plano Municipal de Cultura será encaminhada à Câmara Municipal pelo Executivo através de projeto de lei, com expectativa de votação em plenário no primeiro semestre de 2019.

Cultura e racismo

Ao analisar o panorama cultural soteropolitano, Sílvio Humberto relacionou a falta de atenção ao setor à desvalorização racial. “Como sabemos que o racismo estrutura as relações de poder e relações sociais, certamente ele cria obstáculos que impedem que essa cultura seja plena e que o Poder Público valorize esta cultura de Salvador, que tem em sua base a matriz africana. Se você não valoriza este povo, como valorizar a cultura que vem deste povo?”, provocou o vereador.

Ainda integraram a mesa do debate: Ernani Coelho, doutor em Comunicação e Cultura Contemporâneas da Universidade Federal da Bahia (Ufba); Daniele Canedo, pós-doutora em Comunicação, professora, pesquisadora e integrante do CMPC; Mestre Curió e o poeta e Conselheiro Tiago Oliveira, que defendeu a valorização dos “grandes mestres” e artistas de rua.

Confira a transmissão ao vivo que foi realizada pela TV Câmara

 

Fonte: Câmara Municipal

 

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